As experiências participativas em contexto são projetos artísticos centrados na participação performativa, que convidam pessoas com e sem formação musical, provenientes de diferentes comunidades e territórios, a integrar espetáculos profissionais. Estas iniciativas promovem a inclusão artística, a mediação cultural e a participação ativa dos participantes em processos de criação, experimentação sonora e performance ao vivo.
Desenvolvidas pela WeTumTum, as experiências participativas em contexto procuram aproximar artistas e comunidades, valorizando a diversidade de percursos, competências e identidades culturais. Através de metodologias colaborativas, os participantes são envolvidos em práticas performativas que estimulam a escuta, a criatividade e a expressão individual e coletiva.
Grande parte destas experiências participativas em contexto acontece no universo CRASSH, um projeto performativo com expressão em Portugal e Espanha, cuja premissa é: “tudo o que faz som é CRASSH”. Esta abordagem inclusiva transforma objetos do quotidiano em instrumentos musicais e permite que qualquer participante, independentemente da sua formação, contribua ativamente para a criação sonora e cénica do espetáculo.
Os espetáculos CRASSH assumem diferentes formatos, adaptando-se aos contextos de apresentação e aos públicos envolvidos. Entre eles destacam-se propostas de palco, como CRASSH_XIRI e CRASSH_Duo, e formatos de rua, como CRASSH_Recycled, que reforçam a proximidade com o público e a dimensão comunitária da performance. Em todos os formatos, a participação ativa é central, permitindo que as experiências participativas em contexto se tornem momentos de encontro artístico e social.
Paralelamente, as experiências participativas em contexto desenvolvem-se também no universo da Mimo’s Dixie Band, um projeto inspirado no jazz dixieland das antigas ruas de New Orleans. Este universo combina música, teatro físico e elementos circenses, criando espetáculos interativos, dinâmicos e fortemente comunicativos, onde o público e os participantes desempenham um papel fundamental.
Nestes projetos participativos, de média duração, os participantes interpretam e reinterpretam repertório e movimentos cénicos já existentes, explorando simultaneamente improvisação musical, instrumentos não convencionais e instrumentos preparados. Esta metodologia permite adaptar as experiências participativas em contexto a diferentes perfis de participantes, desde alunos do ensino artístico da música a músicos amadores ou pessoas com deficiência, promovendo acessibilidade e inclusão cultural.
A flexibilidade da exploração sonora e performativa constitui uma das principais características destas experiências participativas em contexto. Ao privilegiar a criação coletiva e a adaptação aos diferentes grupos, os projetos tornam-se acessíveis a públicos muito diversos, reforçando valores como diversidade artística, participação cidadã e envolvimento comunitário através da arte performativa
Espetáculo participativo apresentado a nível nacional e internacional, envolvendo participantes provenientes de workshops orientados por músicos e formadores. Este projeto proporciona experiências diretas de contacto com a música, o ritmo e a performance, culminando num espetáculo integrado no universo estético e musical do CRASSH. As apresentações em festivais e eventos culturais demonstram o impacto das experiências participativas em contexto na formação artística, na criação coletiva e no fortalecimento do sentido de comunidade.
Projeto que cruza a tradição das bandas filarmónicas com o jazz dixieland de Nova Orleães, explorando improvisação musical, teatro e música enquanto linguagem cénica e humorística. Através deste formato, os músicos participantes vivenciam um processo artístico colaborativo, desenvolvendo competências performativas, expressivas e criativas. O projeto reforça a ligação entre formação musical, experimentação artística e participação comunitária, evidenciando o potencial transformador das experiências participativas em contexto.
Em todos estes projetos, os participantes reinterpretam repertório existente, exploram novas possibilidades sonoras e integram-se ativamente na performance final. Desta forma, as experiências participativas em contexto afirmam-se como práticas artísticas contemporâneas que promovem inclusão cultural, envolvimento das comunidades e valorização da diversidade artística em ambientes profissionais, educativos e sociais.